História
Estudos mais antigos consideravam a patologia da personalidade como o fator principal para a ocorrência das dependências de Drogas, de acordo com os modelos moral e sintomático.
No modelo sintomático, que dominou a literatura psiquiátrica durante a primeira metade do século XX, a dependência era considerada sintoma de uma personalidade evidenciada por “desajustes, traços neuróticos de caráter, imaturidade emocional ou infantilismo”.
Até nos primeiros manuais diagnósticos da American Psychiatric Association, DSM-I e DSM-II, a adicção era descrita como uma variação de um “transtorno da personalidade sociopática”
Já em 1960, o pesquisador Jellinek abordou de forma pioneira a dependência de álcool como doença em seu livro The Disease Concepto of Alcoholism.
Apesar dessa publicação, somente a partir de 1970, quando vários estudos retrospectivos e prospectivos falharam na tentativa de identificar um tipo único de personalidade “pré-adictiva”, os modelos moral e sintomático foram descartados pela comunidade científica.
Relação
Mesmo não sendo considerados fatores que originam o desenvolvimento das dependências, alguns estudos evidenciam a relação entre transtornos da personalidade e transtornos associados ao uso de substâncias, sendo eles:
- Estudos que relatam altas taxas de comorbidade entre alguns transtornos da personalidade e transtornos associados ao uso de substâncias.
- Estudos que apontam traços de personalidade como preditores do início do uso de substâncias e de problemas relacionados ao consumo.
- Estudos retrospectivos que mostram a psicopatologia precedendo os transtornos associados ao uso de substâncias em um número substancial de casos.
A partir desses estudos, considera-se que os transtornos da personalidade podem ser um fator de risco importante para o uso, abuso e a dependência de substâncias. Todavia, não são exclusivos nem essenciais em todos os casos.
Estudos epidemiológicos mostram que a presença de transtornos psiquiátricos pode elevar as taxas de abuso e dependência de álcool, tabaco e outras drogas. Os transtornos da personalidade estão entre as comorbidades frequentemente associadas a essa psicopatologia.
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Referência teórica:
MALBERGIER & CARDOSO, 2011.